sábado, 6 de julho de 2013

Fechada

Eu sempre fui fechada, desde pequena.
Eu nunca falava o que acontecia na escola para minha mãe.
E olha que não era só brincadeira de boneca. Os adultos adoravam implicar comigo.
A coisa chegou ao ponto de uma funcionária ir até a minha casa  escondida, conversar com a minha mãe.
Mas isso não vem ao caso.
A questão é, todos sempre me aconselharam a me abrir, eles diziam que não tinha motivo eu me esconder, faria muito bem à mim se eu me abrisse, pelo menos um pouco.
Resolvi seguir o conselho.
Talvez eu estivesse certa em não querer mostrar quem sou, porque não deu certo.
As únicas coisas que ganhei com isso foram, desentendimentos e (mais) rejeição.
Então resolvi criar o blog para me expressar, em anônimo claro, não queria mais arrumar confusão.
Só que com o tempo fui mostrando à algumas pessoas bem próximas.
E adivinha o que aconteceu?
Uma milha de gente preocupada comigo querendo me enfiar em uma terapia, eles temem que eu esteja em uma profunda depressão, mesmo não demonstrando isso com palavras.
Reconheço que talvez eu precise de ajuda,
mas não era isso que eu queria...
Eu esperava que as pessoas entendessem e talvez até encontrassem coisas em comum.
Eu esperava que me aceitassem.
Bom, em parte deu certo.
Pessoas que implicavam com meu jeito de ser, que não entendiam, passaram a enxergar melhor as coisas.
Mas nada é perfeito.
Acho que se eu pudesse pedir alguma coisa, qualquer coisa, eu pediria:
Que as pessoas me compreendessem. Que entendessem o meu jeito.
É óbvio que nunca irei conseguir isso, apesar da esperança ser a ultima que morre.
Mas acredito que eu encontre, pela vida, pessoas...
E que essas pessoas irão realizar o impossível.
Irão sim...



-Atrapalhada







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Helen Luppo
Sou só eu, ou o mundo parece de cabeça para baixo?
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